Tag Archives: Paris

Tarde de Sexta-feira

23 out

Sexta-feira, depois de resolver algumas coisas que ainda estavam pendentes, como o encaminhamento do visto de estudante, aproveitei o tempo livre para dar uma volta. Por uma questão de comodidade, escolhi andar pelo Marais.

Um bairro antigo de Paris, que ocupa uma área antigamente repleta de pântanos (de onde vem o nome do bairro).

 

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Mosqueteiros em Paris

16 out

Hoje foi minha primeira saída sozinha por aqui. Também foi a primeira vez que fui ao cinema sozinha. Mas não é sobre isso que eu quero falar.

De manhã, fui peguei o metrô e fui ver Os Três Mosqueteiros. Sim, de manhã, a sessão era às 10h45 (e eu acordei às 10h20, porque minha mãe me ligou). Mas também não vou falar de a) que tipo de adaptação foi feita; nem b) o cabelo do Logan Lerman. Quero falar simplesmente da Île da la Cité.

Lá pelas tantas do filme (sem spoilers), aparece o que seria uma vista geral da Île de la Cité, e você pode ver perfeitamente a Notre-Dame de Paris (sem Quasímodo), que está real, mesmo quando está na cara que é CGI. Eles tiveram o cuidado de até fazer os dutos de escoamento de água nas gárgulas. Então, por que, oh céus, eles não incluíram a Sainte-Chapelle?!

A Sainte-Chapelle é uma capela do século XIII, ou seja, sem desculpas de que erraram um século a mais ou a menos na ambientação de um filme no século XVII.

E, para quem não sabe, ela é um dos motivos de eu estar aqui. Então, sim, foi pessoal.

editado:

Apenas uma pequena amostra do que é a Sainte-Chapelle.

Pasta Box

13 out

No refeitório da Alliance Française daqui, nem sempre a comida é reconhecível. Barreira linguística, muito mais do que problema de qualidade, eu garanto. Mas foi num dia desses de indecisão que o Caio descobriu o PastaBox (enquanto eu acabei com um prato de lulas que continuaram lá no final).

Daí que agora, nesse pique de mudança, correria e gulodices, me lembrei do bichinho e fui procurar. Alomoço rápido e gostosinho.

 

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Brasileiros em Paris

12 out

Tem tanta coisa para falar – e tantas fotos para compartilhar – que nem sei por onde começar!

Resolvi começar por uma coisa que está saltando aos olhos: a quantidade de brasileiros em Paris. E não sou falando só em lugares tipicamente turísticos, nem em um encontro ocasional. Toda hora, todo dia… Só que, às vezes, esse encontro é um pouco constrangedor.

Ontem, por exemplo, estava em uma loja bem pequena de anéis e uma senhora brasileira começou a falar com a outra sobre um anel de sapinho, a plenos pulmões. Se a cena fosse no Rio, já seria estranha, mas a mulher falava tão alto em um lugar tão pequeno… A dona da loja chegou a ficar parada do lado dela para ver se ela se tocava. Aí depois vai chegar no Brasil e reclamar que a dona da loja foi mal-educada. Gente, questão de bom-senso, né?

Nessas horas, é criar coragem, fazer cara de paisagem e, se perguntarem, dizer que é de Portugal.

Kit de sobrevivência em Paris – parte 1

8 out

Eu não sei quem sabe disso, mas Paris tem 14 linhas. QUATORZE. Fora os trens urbanos, tramways e ônibus – juntando tudo isso, dá para ir a praticamente a qualquer lugar da cidade sem se preocupar (pelo menos com o transporte).

Diferente do Rio, aqui as conexões entre as linhas são múltiplas, e dependendo de onde você está e para onde quer ir, às vezes acaba valendo mais a pena dar uma volta maior do que tentar achar um caminho “direto”. Quando vim fazer curso de francês por aqui, no início do ano, eu precisava cruzar o Sena duas vezes para chegar à Aliança, que era na mesma margem que o apartamento em que eu estava (!).

Assim, se você quer ter *certeza* do seu caminho, você tem 3 opções.

A primeira, e a mais simples, é chegar em uma estação e simplesmente pedir un plan du metro, s’il vous plaît, ou seja, um mapinha em papel com todas as linhas. Tem em dois tamanhos – eu prefiro o menorzinho, que cabe na carteira, no bolso, em um bolsinho da bolsa… Já vi muito parisiense tirar um desses do bolso para conferir o caminho! Para quem é do Rio, parece bobo, mas não é!

O “problema” do mapa em papel é que você precisa ficar atento às televisões na entrada das estações, para saber se há travaux (obras) em alguma linha ou estação, ou se há algum outro problema que possa atrasar sua viagem. Para solucionar isso, duas opções: o site da RATP ou o aplicativo deles para smartphones. Ambos são atualizados ao vivo, indicando os caminhos mais rápidos, com menos transferências ou com menor distância à pé. Se você só quiser saber como sair da estação mais próxima e chegar em outra – ou se não estiver com internet no celular – tem um aplicativo para iPhone 0800 e offline chamado Guide Paris.

Apesar de estar amando meus aplicativos e tudo mais, tem hora que um mapinha de papel é uma mão na roda! Mas o que eu fiquei pensando mesmo foi: será que algum dia algum serviço de transportes do Rio vai ter esse tipo de cuidado com o usuário?