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Fazendo feira

5 mar

Aqui perto de casa, no boulevard Richard Lenoir, quinta e domingo, é montada a feira mais maravilhosa que já vi. Ok, talvez existam outras melhores em Paris, mas essa tem a vantagem de estar aqui perto. E quando eu digo “feira”, quero dizer…mercado a céu aberto.

Bom, para quem está acostumada com as feiras do Rio de Janeiro, levei um susto quando fui pela primeira vez. Às oito e meia, os feirantes ainda estavam chegando e colocando os produtos à venda. Bom, o sol tinha nascido havia só meia-hora, mas mesmo assim… Como dá para ver nessa foto, a feira não vende só produtos hortifrutigrangeiros (ufa!). Várias barraquinhas vendem malas, lenços, bijuteria, meias… Por isso eu disse que era um mercado mesmo, tem de tudo um pouco.

Quando o tempo está bom (como era o caso do domingo em que eu tirei essa foto), aparecem várias modalidades de artista de rua. O tocador de realejo, para mim, é uma espécie digna de nota (assim como seu fiel assistente, que não economizava em alegria para quem dava um troco).

O mais legal é poder comprar direto de quem produz. As azeitonas são só um exemplo: fresquinhas, juro que têm um gosto diferente. Além de serem incrivelmente macias. Para quem gosta de cozinhar peixe, é um prato cheio também: fresquinhos, variados… Assim como os cortes de carne vermelha (um pouco mais caros). Um dia, compramos uma linguiça fresca de frango para fazer cachorro-quente, e também já nos aventuramos nos legumes. A abobrinha comum por aqui, por exemplo, tem a casca mais escura, mas foi uma delícia de cortar e de cozinhar.

Para quem é do time dos preguiçosos (oi!), opção também não falta, já que várias barracas vendem alimentos prontos, como chucrute, pães (lindos), saladas e até mesmo carnes. Confesso que estou namorando o frango assado há algum tempo…

Eu que fiz!

23 fev

Não, eu não vim mostrar ou falar de esmalte.

Na verdade, eu vim falar de comportamento… Sou uma daquelas menina sem o minimo de coordenação motora e nunca tinha pintado minhas unhas sozinha, em vez disso, passava dias e horas sofrendo quando o esmalte ficava ruim e a manicure não tinha horário, era aquela agonia que só! O esmalte fica ruim e você automaticamente se acha mendiga.

Hoje falando com a Jules no chat do Facebook sobre isso ela mandou um ‘vai treinando’ pra mim e bem, como eu não tinha mais bulhufas pra fazer, lá fui eu: trocar meu esmalte. Foi um trabalho de uma hora SÓ pra pintar e limpar mas fui eu que fiz! Ó! Ficou bonitinho né?

Duende da Colorama e Blue Metal da Arezzo no dedinho

Será que meus dias de agonia acabaram?

Meia-noite e um domigo em Paris

12 fev

Passei boa parte do dia de hoje fora de casa. Domingo está virando cada vez mais o dia do descanso e de acordar se hora, então há algumas semanas temos descido para tomar um brunch no restaurante embaixo do nosso prédio. Mas hoje resolvemos ir até o Café Hugo, na Place des Vosges, para experimentar a fórmula de lá e acabamos preferindo o daqui mesmo. Depois, fomos bater perna no Marais, que apesar do frio estava bem movimentado.

Na volta pra casa, o assistimos Meia-noite em Paris, e foi uma delícia revê-lo. Paris está longe de ser só o que o filme mostra, tanto em coisas boas quanto em coisas ruins, mas pra mim o filme tem um ar de homenagem e crítica à nostalgia que gosto bastante. Nem todo mundo tem uma golden age em que gostaria de ter vivido, mas serve também como um lembrete de que a grama do vizinho é sempre mais verde…

Nada de novo no front

20 nov

Sou uma desnaturada, eu sei. Mas com a chegada do namorado, o início de verdade das aulas e perder o cabo da máquina ter que aprender latim na marra, a verdade é que me desliguei um pouco da internet para estudar e ver How I met your mother.

Por incrível que pareça, não fizemos programas turísticos, exceto umas voltinhas perto do Louvre e em Montmartre. Onde, aliás, vi o gato dos meus sonhos. Estávamos almoçando no banco de uma praça quando ele apareceu, se aboletou do nosso lado e ficou lá até acabarmos. Um cara com toda pinta de local parou para mexer com ele, então descobrimos que o bichano se chama Peter.

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Digam oi para o Peter.

Mais um passeio de tarde

4 nov

O primeiro arquivo/acervo que visitei para minha pesquisa por aqui  foi o do Institute National d’Histoire de l’Art. Um salão de leitura lindo, acolhedor, onde você pode fazer suas pesquisas e seus estudos (ou esperar olhando para o teto) com conforto e a maravihosa sensação de se estar rodeado de livros.

De lá para o metrô, eu acabo escolhendo sempre o mesmo caminho. Não é o mais curto, mas definitivamente é o mais agradável: cortando os jardins do Palais Royal. Continue lendo

Primeira Compra Livresca da Temporada

30 out

Acho que todo universitário já passou por isso: você estuda determinado tema e praticamente todos os textos fazem referência a determinado livro. Naturalmente, você vai atrás do dito cujo e…

Penas e Caçadores

25 out
Felix e Clarabella

Felix e Clarabella

Antes de começar a história de hoje, eu primeiro preciso apresentar pra vocês as duas figuras aí de cima: o Felix (coisa peluda e aspirante a caçador do ano) e a Clarabella (meio siamesa meio vira que não é muito bem humorada).

Ultimamente eu ando com uma mania de comprar e usar brincos de pena, já conseguiram fazer as contas? Então, os pobres brincos não tem tido a menor chance no meu quarto, quando comprei o primeiro par, belas penas pretas, inocentemente eu deixei em cima da comoda, afinal, eram brincos! Mas eram de penas e foi isso que o Felix viu: penas! E como todo bom caçadorzinho ele começou sua missão, ou seja, literalmente depenou meus brincos.

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