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Fazendo feira

5 mar

Aqui perto de casa, no boulevard Richard Lenoir, quinta e domingo, é montada a feira mais maravilhosa que já vi. Ok, talvez existam outras melhores em Paris, mas essa tem a vantagem de estar aqui perto. E quando eu digo “feira”, quero dizer…mercado a céu aberto.

Bom, para quem está acostumada com as feiras do Rio de Janeiro, levei um susto quando fui pela primeira vez. Às oito e meia, os feirantes ainda estavam chegando e colocando os produtos à venda. Bom, o sol tinha nascido havia só meia-hora, mas mesmo assim… Como dá para ver nessa foto, a feira não vende só produtos hortifrutigrangeiros (ufa!). Várias barraquinhas vendem malas, lenços, bijuteria, meias… Por isso eu disse que era um mercado mesmo, tem de tudo um pouco.

Quando o tempo está bom (como era o caso do domingo em que eu tirei essa foto), aparecem várias modalidades de artista de rua. O tocador de realejo, para mim, é uma espécie digna de nota (assim como seu fiel assistente, que não economizava em alegria para quem dava um troco).

O mais legal é poder comprar direto de quem produz. As azeitonas são só um exemplo: fresquinhas, juro que têm um gosto diferente. Além de serem incrivelmente macias. Para quem gosta de cozinhar peixe, é um prato cheio também: fresquinhos, variados… Assim como os cortes de carne vermelha (um pouco mais caros). Um dia, compramos uma linguiça fresca de frango para fazer cachorro-quente, e também já nos aventuramos nos legumes. A abobrinha comum por aqui, por exemplo, tem a casca mais escura, mas foi uma delícia de cortar e de cozinhar.

Para quem é do time dos preguiçosos (oi!), opção também não falta, já que várias barracas vendem alimentos prontos, como chucrute, pães (lindos), saladas e até mesmo carnes. Confesso que estou namorando o frango assado há algum tempo…

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Paris-Londres-Paris

27 fev

Não existe nada como pegar o Eurostar para cruzar o Canal da Mancha. Primeiro porque a experiência toda da viagem de trem é muito mais agradável do que a de avião. As poltronas, mesmo na classe standart, são muito mais confortáveis, o ar não é aquela coisa seca, não tem pressurização da cabine… Sem contar que depois você pode se divertir apavorando as pessoas ao dizer que o túnel fica a 100 metros da superfície do mar (beijo, mãe!).

Além disso, o trem, por mais que tenha uma inspeção de passaportes e um controle de segurança com raio-X, não chega aos pés da chatice que é embarcar em um aeroporto. Se você colocar na ponta do lápis o tempo que leva para fazer check-in, passar pela inspeção, embarcar, e depois desembarcar, passar pela inspeção de segurança etc etc etc, acaba que a viagem de trem é mais rápida.

Outra vantagem enorme de se fazer o trajeto de trem é a facilidade de transportes. Você sai de um hub de transportes de uma cidade para a outra em duas horas e meia, mais ou menos (foi o tempo que levamos da Gare du Nord, em Paris, para a St. Pancras, em Londres). Não importa em qual sentido você faça o trajeto, o legal é que você tem acesso ao metrô ali mesmo, e pode seguir para o hotel sem problema nenhum (considerando que sua mala seja de um tamanho razoável e que você consiga subir e descer escadas com ela, é claro).

A cidade já está no clima dos Jogos Olímpicos, e eles estão bastante orgulhosos do trabalho que estão fazendo. Afinal, Londres 2012 pretende ser “the greenest Olympic games ever”, e eles fazem questão de divulgar todos as medidas que estão sendo tomadas para garantir que o evento tenha o menor impacto possível no meio-ambiente. O que só faz ficar mais engraçado a afirmação de um membro da organização de que eles esperam que a organização de Rio 2016 realmente coloque em prática tudo que eles estão batalhando para conseguir concretizar.

Meia-noite e um domigo em Paris

12 fev

Passei boa parte do dia de hoje fora de casa. Domingo está virando cada vez mais o dia do descanso e de acordar se hora, então há algumas semanas temos descido para tomar um brunch no restaurante embaixo do nosso prédio. Mas hoje resolvemos ir até o Café Hugo, na Place des Vosges, para experimentar a fórmula de lá e acabamos preferindo o daqui mesmo. Depois, fomos bater perna no Marais, que apesar do frio estava bem movimentado.

Na volta pra casa, o assistimos Meia-noite em Paris, e foi uma delícia revê-lo. Paris está longe de ser só o que o filme mostra, tanto em coisas boas quanto em coisas ruins, mas pra mim o filme tem um ar de homenagem e crítica à nostalgia que gosto bastante. Nem todo mundo tem uma golden age em que gostaria de ter vivido, mas serve também como um lembrete de que a grama do vizinho é sempre mais verde…

Macacos Árticos em Paris

5 fev

Ontem foi um dia bem diferente da rotina, mesmo para um sábado. Afinal, ontem foi dia de show!

Com os ingressos comprados ano passado e devidamente impressos, saímos de casa, compramos um crepe na lojinha da esquina e pegamos o metrô rumo a Porte de Pantin, estação mais próxima do Le Zénith, local do show. No site, havia um aviso de que as portas só abririam uma hora e meia antes do horário marcado para o show – a gerência pede que as pessoas não cheguem cedo demais, especialmente quando as condições climáticas estão adversas.

previsão do tempo...devidamente concretizada

Atendendo à indicação, nos programamos para chegar lá perto das 18:30, já que o show começaria às 20h. Claro que já encontramos uma fila, mas nada de apavorante. Os portões demoraram um pouco ainda para abrir, mas o espaço era fechado e bem aquecido, e escolhemos ficar na parte da arquibancada, então a espera foi bem confortável. Continue lendo

De volta!

30 jan

Nossa, esse foi um longo hiatus não-programado e não-anunciado! Entre as festas de final de ano e a volta às aulas com uma tonelada de coisas a fazer, nem percebi que estávamos realmente já terminando janeiro. Como assim? O ano não começou ontem?! O inverno aqui parece que só vai chegar agora mesmo, com um mês de atraso, mas como fiquei sabendo que o verão carioca está pior do que geminiano em inferno astral, acho que é uma coisa global.

Então fica aqui registrada a promessa para voltar depois com mais notícias (como, por exemplo, os achadinhos de liquidação de inverno fotos da viagem de final de ano ou alguns esmaltinhos as últimas compras livrescas).

Enquanto isso… Continue lendo

Disney Paris

19 dez

Sábado, aproveitamos a previsão de apenas 10% de possibilidade de chuvas e fomos para a Disney de Paris.

E vou fazer uma pequena pausa aqui para explicar que o nome desse post poderia muito bem ser “Murphy me ama”. Em julho do ano passado, quando fomos para Orlando como presente de formatura, uma das coisas que eu mais queria ver era a ride temática do castelo de Hogwarts no Universal Studios. Na primeira estação do brinquedo, o carrinho sacudiu, parou e um alarme começou a tocar. Problemas técnicos. Acenderam as luzes e toda a magia de Hogwarts foi por água abaixo. No dia seguinte, quando voltamos, a atração estava fechada…por problemas técnicos.

Em julho de 2009, quando visitamos a Disney de Paris pela primeira vez, Caio estava na fila para a montanha-russa do Aerosmith. A fila levou muito tempo para andar porque a atração estava com problemas no som. Quando ele cansou de esperar e saiu pela saída de emergência, a música voltou a tocar – mas a porta já tinha batido.

De volta a 2011.

Eu estava realmente empolgada para ver a Disney daqui enfeitada para o Natal, e isso não me decepcionou. Nenhum enfeite capenga (apesar de estarem montados há mais de um mês), nenhuma lâmpada queimada. Até as eventuais músicas de Natal não eram irritantes. O dia começou lindo, com esse céu azul maravilhoso, então nosso ânimo não poderia estar melhor.

Só que aí… No Autopia, um brinquedo do tipo “bobinho mas legal” em que você dirige um carrinho com motor de kart, o motor de um carrinho na nossa frente morreu, parando a fila inteira. No Laser Blast do Buzzlightyear, o carrinho andava alguns metros e depois parava, “logo retomaremos nossa aventura espacial”. Na Phantom Manor, a mesma coisa (o que, aliás, aconteceu também na Haunted Manor em Orlando). A montanha-russa do Indiana Jones ficou boa parte do dia fechada.

Quando fomos para o Walt Disney Studios, no final da tarde, a montanha-russa do Aerosmith estava, mais uma vez, com problemas de som (mas dessa vez o Caio insistiu e conseguiu ir no último carrinho que partiu antes de fecharem a atração por um tempo).

Aí, na hora da parada de Natal… Chuva. E vento. Muita chuva. De granizo.

Mas aí eu cheguei em casa, molhada, exausta e espirrando um pouco, e reparei que foi um dia ótimo. Ótimo mesmo.

Primeira viagem acadêmica

15 dez

Bom, antes de qualquer coisa: sorry. Mas entre tudo que resolveu acontecer por aqui ultimamente, eu só tinha energia para chegar em casa, tomar banho e ver anime. Tendo dito isso…

Umas três semanas atrás, conferindo as notícias de eventos que recebo pelo Google Reader, acabei me deparando com o anúncio de um colóquio sobre vidro e luz na arquitetura medieval. Então, boa empolgada que sou, me inscrevi, arrumei a mochila e, semana passada, fui para Lyon, onde o colóquio aconteceu.

Uma das maravilhas de se viajar por aqui é o trem. Sério, eu adoro. Nada da demora do check-in do avião, nem os atrasos (normalmente). Você chega na estação, confere em que plataforma o embarque será feito e, vinte ou dez minutos antes, você entra, senta e enjoy the ride. Essa viagem para Lyon levou cerca duas horas de TGV, um trem de alta velocidade (como o que faz Londres-Paris pelo Canal da Mancha), que saiu da Gare de Lyon. Fomos na segunda-feira, na hora do almoço, e voltamos quinta à noite. Considerando que o colóquio ocupava o dia inteiro e nosso hotel ficava a cinco minutos andando da universidade, não conhecemos a cidade, mas trouxe algumas fotos para compartilhar!

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